"Homens armados não identificados abriram fogo e mataram a jornalista e ativista Malalai Maiwand e seu motorista em Jalalabad", disse Attaullah Khogyani, porta-voz do governador da província de Nangarhar, da qual Jalalabad é a capital.

Maiwand seguia para a redação do canal privado Enekaas no momento do ataque.

A notícia foi confirmada por Engineer Zalmai, diretor da emissora Enekaas.

Os ataques contra jornalistas, políticos, religiosos e ativistas dos direitos humanos aumentaram nos últimos meses, apesar das negociações de paz em Doha entre o governo afegão e os talibãs.

Este foi o terceiro assassinato de um jornalista afegão desde novembro. Sua mãe, que também era uma ativista, morreu a tiros por homens desconhecidos há cinco anos.

O grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou o assassinato da jornalista, que repetidamente chamava a atenção para a dificuldade de trabalhar em um país muito tradicional e conservador como o Afeganistão.

Os ataques a jornalistas, políticos, religiosos e ativistas de direitos humanos aumentaram nos últimos meses, apesar das negociações de paz em andamento em Doha entre o governo afegão e os talibãs.

Aliyas Dayee, 33 anos, que trabalhava para a Rádio Liberty, financiada pelos Estados Unidos, morreu em 12 de novembro na explosão de uma bomba colocada debaixo de seu carro em Lashkar Gah (sul).

Ele havia sido ameaçado pelos talibãs pela cobertura de suas operações, segundo a Human Rights Watch (HRW).

Cinco dias antes, Yama Siawash, ex-apresentador de televisão, foi assassinado em Cabul em circunstâncias similares.

Jalalabad, a 100 quilômetros da fronteira com o Paquistão, é cenário frequente de atentados.

A província de Nangarhar é um reduto de muito grupos jihadistas, incluindo os talibãs e o Estado Islâmico.

"Quem tem um problema com as mulheres na sociedade afegã?", questionou Fatima Murchal, porta-voz adjunta do presidente Ashraf Ghani. "Esses covardes culpados não serão perdoados", garantiu no Twitter.

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