O subsídio será financiado por doações de 181.000 contribuintes e o projeto será avaliado cientificamente em um estudo de longo prazo.

"Nos próximos três anos queremos estudar empiricamente se e de que maneira o aporte regular de uma quantia de dinheiro superior ao nível de subsistência influencia no comportamento das pessoas", declarou Jürgen Schupp, do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW)

Esta é a segunda iniciativa do tipo promovida pela organização privada de Berlim "Mein Grundeinkommen" ("Minha renda básica").

Um primeiro experimento em menor escala, com pessoas de baixa renda, aconteceu em 2017, ano durante o qual 85 pessoas receberam 1.000 euros por mês.

Para o novo projeto, os participantes foram escolhidos sem critério de renda, com o objetivo de ver como combinam o subsídio com um trabalho.

As 122 pessoas selecionadas vivem sozinhas e têm entre 21 e 40 anos.

"Nesta faixa etária são tomadas as grandes decisões da vida. Queremos saber se uma renda básica incondicional afeta estas decisões e como", explicou Michael Bohmeyer, um dos pesquisadores.

"O debate sobre a renda básica está dominado por convicções ideológicas. Queremos saber o que realmente acontece", completou.

O estudo também deseja entender se os beneficiários utilizam a nova liberdade em benefício da comunidade.

O projeto tem o apoio de cientistas do Instituto Max Planck, da Universidade de Colônia e da Universidade de Tecnologia de Colônia.

A atribuição de uma renda básica, às vezes também chamada de "renda universal", já foi testada em outros países, mas com frequência foi limitada às pessoas socialmente desfavorecidas.

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