O número de novos casos "não diminui tanto quanto esperávamos" e aumentou até em alguns lugares, informou o porta-voz do governo, Steffen Seibert, preocupado, já que a Alemanha está "longe da mudança de tendência esperada".

O governo aplaudiu as novas medidas anunciadas no domingo na Baviera, que irá impor toque de recolher nas áreas mais afetadas. No estado federal da Saxônia (leste), que lidera os números de casos, eles se preparam para anunciar novas restrições.

No sábado, o Instituto de Vigilância Epidemiológica Robert Koch registrou 23.318 casos em 24 horas. Os infectados eram 12.332 nesta segunda-feira.

"Estes são dias preocupantes (os que nos esperam), quando você olha os números do instituto Robert Koch", afirmou Seibert.

Também acrescenta que o sistema hospitalar não consegue dar conta do número de pacientes infectados pela covid-19 que se encontram em terapia intensiva de longa duração, o que aumenta o problema.

Após vários encontros nas últimas semanas com chefes de estados federais, a chanceler Angela Merkel estava impaciente por não poder aplicar medidas mais rígidas devido à falta de entendimento com as regiões, que administram as questões de saúde.

"É evidente e necessário que cada Estado pense nas medidas que pode tomar para conter os novos casos", declarou Seibert, que qualificou as novas medidas aprovadas pela Baviera como "boas e justas".

A partir de quarta-feira, a região vai introduzir um toque de recolher local e fechamento parcial de escolas.

A Alemanha até agora conseguiu evitar confinamento estrito. Desde novembro, bares, restaurantes, instalações esportivas e espaços culturais estão fechados e as reuniões públicas e privadas são limitadas, enquanto as escolas e lojas permanecem abertas.

Essas restrições permanecem em vigor até 10 de janeiro, reduzidas para as reuniões de Natal e Ano Novo.

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