"Um retorno ao acordo atual não será suficiente", declarou Heiko Maas em uma entrevista à revista Der Spiegel.

"Será necessário uma espécie de 'acordo nuclear plus', algo que também é do nosso interesse", completou o ministro alemão, cujo país ocupa atualmente a presidência semestral da União Europeia.

Na quarta-feira, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmou que é favorável a um retorno do país ao acordo caso as autoridades autoridades iranianas "respeitem estritamente" os limites impostos a seu programa nuclear.

"Temos expectativas claras a respeito do Irã: nem armas nucleares nem programa de mísseis balísticos que ameace toda a região", disse Maas.

"Além disso, o Irã tem que desempenhar um papel diferente na região. Precisamos deste acordo justamente porque não confiamos no Irã", declarou o ministro alemão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonou em 2018 o acordo assinado por seu país, Rússia, China, Alemanha, França e Reino Unido com o Irã, com o objetivo de impedir que o país produza armamento atômico. Washington também restabeleceu as sanções contra a República Islâmica.

Biden confirmou na quarta-feira que desejava retornar ao acordo. "Será difícil, mas sim", disse ao New York Times.

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