Após um acordo entre Estados Unidos e os talibãs para pôr fim à intervenção militar americana, as primeiras negociações interafegãs foram iniciadas em meados de setembro.

Depois de uma série de desavenças, as duas partes - o governo de Cabul e os insurgentes talibãs - anunciaram que chegaram a um consenso sobre as normas das negociações.

"A forma das negociações interafegãs (...) foi consensual e os debates sobre a ordem do dia" vão continuar, anunciou no Twitter Nader Nadery, membro da equipe de negociadores do governo afegão.

Mohamad Naim, porta-voz dos talibãs, também tuitou que os procedimentos das conversações tinham sido "adotados".

Abdullah Abdullah, que dirige o processo de reconciliação no Afganistão, comemorou esta "primeira etapa essencial".

O enviado especial de Washington para o Afeganistão, Zalmay Jalilzad, saudou por sua vez o que chamou de uma "etapa importante".

Mas apesar das negociações, a violência aumentou em todo o país, com uma série de ataques diários contra as forças de segurança afegãs.

O acordo é "um primeiro passo", mas agora deve culminar em um cessar-fogo total, reagiu o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

A Aliança Atlântica decidirá em fevereiro sobre a continuidade de sua missão no Afeganistão, informou Stoltenberg, após uma reunião por videoconferência dos ministros das Relações Exteriores da Otan.

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