"Muitos hospitais e clínicas da África estão longe de estarem preparados para encarar um aumento drástico do número de pacientes gravemente doentes", informou Matshidiso Moeti, diretora regional da OMS, alertando que "a ameaça de uma terceira onda é real e cada vez maior".

A África conta oficialmente mais de 4,8 milhões de casos e 130.000 mortes, segundo a OMS, o que representa 2,9% dos contágios mundiais e 3,7% das mortes.

Segundo uma investigação da instituição em maio, os equipamentos e os profissionais da saúde para atender os pacientes graves de covid-19 são totalmente insuficientes em muitos países do continente.

Das 23 nações, a maioria tem menos de um leito de UTI a cada 100.000 habitantes, e só um terço deles conta com aparelhos de assistência respiratória.

A título comparativo, Alemanha e Estados Unidos possuem mais de 25 leitos de UTI a cada 100.000 habitantes.

Nessas últimas semanas, o número de casos aumentou no continente. A África do Sul é oficialmente o país mais afetado, com 1,6 milhão de casos e 56.000 mortes.

Em Uganda, os contágios dispararam 131% em uma semana, e Angola e Namíbia também sofrem aumentos das infecções. Na República Democrática do Congo o número de casos cresceu "exponencialmente" no final de maio.

Ao mesmo tempo, as entregas de vacinas ao continente estão quase estagnadas, segundo a OMS.

Até o momento, somente 2% dos africanos recebeu ao menos uma dose do imunizante, uma quantidade ínfima em relação à média mundial que chega a 24%.

Dos seis países que ainda não começaram a vacinar, quatro estão na África: Tanzânia, Burundi, Chade e Eritreia.

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