A ativista de 37 anos é vice-presidente da Hong Kong Alliance, responsável por organizar esta comemoração com velas no parque Victoria, no centro da Ilha de Hong Kong, e que este ano foi proibida pela segunda vez consecutiva.

Chow, uma das poucas líderes do movimento pró-democracia que não havia sido presa ou exilada, foi presa na manhã de sexta-feira em frente ao seu escritório.

"Eu nego todas as alegações", Chow testemunhou em frente a uma delegacia de polícia de Hong Kong, depois de ser libertada após pagar fiança de HK$ 10.000 (US$ 1.300). Ela é obrigada a se apresentar à polícia em 5 de julho.

A advogada denunciou abuso de poder por parte da polícia e criticou uma "prisão preventiva injusta com o objetivo óbvio de me impedir de estar fisicamente presente em no parque Victoria e assustar outras pessoas para que elas também não o fizessem".

"Acender uma vela não é crime", afirmou Chow no Facebook em 29 de maio, garantindo que acenderia uma em público no dia 4 de junho para lembrar as vítimas de Tiananmen.

Segundo ela, a polícia usou essa mensagem como prova, além de outras reportagens e entrevistas com a imprensa.

A polícia proibiu na sexta-feira o acesso ao parque Victoria, onde todos os anos, por mais de três décadas, uma vigília foi realizada em memória da sangrenta intervenção do exército chinês, em 4 de junho de 1989, contra o movimento social e estudantil em Pequim.

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