Em uma entrevista oferecida nesta quinta à BBC Sport, Hashimoto declarou estar convencida de que os Jogos vão acontecer, como está previsto, entre 23 de julho e 8 de agosto, depois de serem adiados por um ano devido à pandemia.

"Acredito que a chance de os Jogos acontecerem é de 100%, nós faremos", disse.

Ela afirmou também que esses Jogos podem ser os primeiros da história a serem disputados a portas fechadas, se a exclusão de espectadores locais for decidida nas próximas semanas para prevenir os contágios. A organização já descartou a possibilidade de receber torcedores estrangeiros.

"O maior desafio será saber como podemos controlar e administrar o fluxo de pessoas. Se uma epidemia acontecer durante os Jogos, seria uma crise, uma situação de emergência, e temos que estar preparados para organizar esses Jogos sem espectadores", explicou.

Hashimoto fez essas declarações enquanto a organização de Tóquio-2020 contava, nesta quinta-feira, os 50 dias que faltam para a inauguração do evento, oferecendo detallhes sobre a entrega de medalhas, com pódios fabricados em plástico reciclável, e sobre a música que os atletas premiados vão ouvir.

"Restam 50 dias. Tenho a impressão de poder ouvir o som dos passos dos atletas que se dirigem para Tóquio", declarou Hashimoto em uma cerimônia celebrada na Ariake Arena, uma das sedes olímpicas.

"Estamos completamente preparados graças às medidas de prevenção das infecções", afirmou a um grupo de atletas.

"E para que o Japão se sinta seguro recebendo-os, peço a todos os atletas que sejam responsáveis por suas ações, que respeitem as regras", acrescentou.

Antes da cerimônia desta quinta-feira, Hashimoto afirmou que um cancelamento dos Jogos a essa altura é praticamente inconcebível. "Só se vários países do mundo viverem situações muito graves e a maior parte das delegações não puder vir, não poderíamos organizá-los", disse ao jornal Nikkan Sports.

"A menos que seja uma situação assim, os Jogos não serão cancelados", reiterou.

Uma demonstração das dificuldades encontradas pela organização, o diretor-geral de Tóquio-2020, Toshiro Muto, declarou na quarta-feira à imprensa local que cerca de 10.000 dos 80.000 voluntários previstos para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos jogaram a toalha nos últimos meses, principalmente por preocupações sanitárias.

"Acho que não há dúvidas de que uma das razões é a preocupação com as infecções por coronavírus", afirmou.

Outros se retiraram por questões de calendário, depois que os Jogos foram adiados por um ano, ou para protestar contra os comentários sexistas do ex-presidente de Tóquio-2020, Yoshiro Mori, que foi obrigado a se demitir em fevereiro e foi substituído por Seiko Hashimoto.

Muto afirmou que a menor quantidade de voluntários - usados como guias, assistentes ou tradutores - não afetará os Jogos.

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