Quase 26.700 pessoas foram interrogadas nos 27 Estados-membros para esta pesquisa sobre o Parlamento Europeu, com a qual se pretende medir a opinião pública no momento do início das campanhas de vacinação, promovidas sob os auspícios de Bruxelas.

De acordo com a pesquisa, oito em cada dez europeus ouviram falar das medidas tomadas pela UE (coordenação da saúde, aquisição conjunta de vacinas, apoio financeiro, plano de recuperação ...) mas apenas 48% afirmam estar satisfeitos.

Na França, 67% já "ouviram falar" das medidas europeias contra a pandemia, mas apenas 37% sabem em que consistem, o que não impede 60% dos franceses de se declararem "insatisfeitos" com a ação de Bruxelas.

Quase metade dos europeus tem uma imagem positiva da Europa, mas apenas 23% dos inquiridos afirmam ser "a favor da UE tal como foi construída até agora", e 47% são a favor de uma Europa "mas não da forma que tem sido feita até agora".

Menos de metade (44%) dos inquiridos aplaude os mecanismos de solidariedade entre os Estados-membros: apenas 35% dos espanhóis e alemães, e quase o mesmo número de franceses, consideram que a UE deu mostras de solidariedade suficiente.

Esta sede de reformas afeta sobretudo o setor da saúde: 74% dos europeus querem que a UE adquira mais capacidades para lidar com crises de saúde e futuras pandemias. Cerca de 96% dos portugueses e 90% dos suecos pedem mais capacidade à UE em matéria de saúde.

A saúde é responsabilidade exclusiva dos Estados, mas a crise sanitária levou a Comissão Europeia a lançar o ambicioso projeto "Europa da Saúde", com a criação de uma Agência de Preparação para Emergências Sanitárias (Hera).

Sobre o impacto econômico da pandemia e das medidas de confinamento, 31% dos europeus entrevistados afirmam que sua situação financeira foi afetada e 26% preveem que seus rendimentos serão reduzidos nos próximos meses.

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